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Se você está dando seus primeiros passos no universo do desenvolvimento de software ou já trabalha na área há um tempo, certamente já ouviu falar sobre Git e a importância do versionamento de código. E não é à toa: o Git revolucionou a forma como colaboramos em projetos, controlamos alterações e mantemos um registro histórico do que acontece em cada linha do nosso código.
Neste artigo, vamos abordar os principais comandos do Git – desde os mais básicos até os mais avançados –, servindo como um guia para você consultar sempre que precisar. Nosso objetivo é fornecer um guia prático, que vai te ajudar a solidificar seus conhecimentos em Git e se tornar uma referência confiável para o seu dia a dia como desenvolvedor.
Se preferir, já salve este artigo nos favoritos, pois ele será útil para consultar quando as dúvidas aparecerem!
O que é Git e por que usá-lo?
O Git é um sistema de controle de versão distribuído (DVCS) criado para facilitar a colaboração e o rastreamento de modificações em projetos de software. Com o Git, cada desenvolvedor tem uma cópia completa do histórico de commits, garantindo segurança, independência e desempenho superior em comparação a outras ferramentas de versionamento.
- Versionamento de código: possibilita revisar versões anteriores do projeto, identificar responsáveis por determinadas alterações e até mesmo reverter mudanças, se necessário.
- Colaboração eficiente: cada integrante da equipe (ou colaborador open source) pode trabalhar em paralelo, criando suas próprias ramificações (branches) e enviando suas contribuições para o repositório remoto (GitHub, GitLab, Bitbucket etc.).
- Organização e escalabilidade: desde pequenos projetos pessoais até grandes sistemas em produção, o Git se adapta perfeitamente.
Na Rocketseat, por exemplo, o Git é amplamente usado em nossos treinamentos para incentivar a colaboração entre membros, seja em projetos de estudo, hackathons ou eventos internos.
Se você ainda tem dúvida ou precisa aprofundar mais seus conhecimentos sobre a ferramenta, fique tranquilo! Nós temos um artigo que pode te ajudar com isso. Confira em: Primeiros passos com Git.
Configuração inicial
Antes de começar a trabalhar com comandos do Git, é preciso realizar algumas configurações fundamentais. Elas permitem que o Git associe cada alteração que você fizer ao seu usuário.
Configurando o nome de usuário e e-mail
Configure seu nome de usuário:
git config --global user.name "Diego Fernandes"
Configure seu e-mail:
git config --global user.email "diego@exemplo.com.br"
--global: significa que essas configurações serão aplicadas em todos os repositórios do seu usuário no computador.
--local: as configurações valem apenas para o repositório atual.
--system: configurações para todos os usuários e todos os repositórios da máquina (geralmente requer privilégios de administrador).
Por que isso importa?
Comandos para repositórios
Uma das primeiras etapas para trabalhar com Git é entender como inicializar ou clonar um repositório. É nesse momento que você vai preparar o ambiente para controlar as versões do seu código de forma simples, organizada e segura.
1. Inicializando um repositório
Para transformar qualquer pasta em um repositório Git, basta usar o comando:
git init
- Esse comando cria uma pasta oculta chamada
.git/, onde o Git armazenará todo o histórico, metadados e configurações internas do projeto.
- Após executar
git init, você pode conferir a nova pasta.git/rodandols -ano terminal (ou exibindo arquivos ocultos na sua IDE).
Utilize git status logo após o git init para verificar o estado do novo repositório e entender quais arquivos já estão sendo rastreados.
Cenário prático:
2. Clonando um repositório existente
Se você quer contribuir para um projeto que já existe em um servidor remoto (por exemplo, no GitHub, GitLab ou Bitbucket), use o comando:
git clone <URL-do-repositório>
Por exemplo:
git clone https://github.com/rocketseat-education/awesome-project.git
- O Git baixará o repositório completo, incluindo todo o histórico de commits, branches, tags e demais metadados.
- Esse é o ponto de partida quando você deseja colaborar em um projeto open source ou em um repositório da sua equipe.
Caso o repositório seja privado, será necessário ter permissão de acesso ou usar tokens/chaves SSH conforme a plataforma em questão.
3. Criando o arquivo .gitignore
Em muitos projetos, há arquivos ou pastas que não devem ser versionados. Geralmente, esses arquivos são:
- Diretórios de dependências (ex:.
node_modules/).
- Arquivos de configuração local (ex.:
.env).
- Pastas de build ou distribuição (ex.:
dist/,build/).
Para instruir o Git a ignorar esses itens, crie um arquivo chamado
.gitignore na raiz do projeto, com o conteúdo:node_modules/ .env dist/
Qualquer arquivo ou pasta listada aqui será ignorada pelo Git no processo de versionamento.
É importante manter informações sensíveis fora do repositório. Se por acaso você versionou algo que não deveria (como senhas ou chaves de API), revise seu histórico e remova esses dados o quanto antes para evitar problemas de segurança.
Sempre que for começar um projeto ou integrar-se a um projeto novo, lembre-se desses passos iniciais. Eles garantem que você terá uma estrutura de versionamento organizada e confiável para trabalhar, testar novas ideias e colaborar com outras pessoas.
Trabalhando com alterações
Uma vez que seu repositório está configurado, chegou a hora de entender como o Git rastreia e registra as mudanças feitas no seu projeto. Conhecer esse fluxo é essencial para organizar suas entregas e colaborar com facilidade.
1. Verificando o status do repositório
git status
- Exibe quais arquivos foram criados, modificados, removidos ou ainda não rastreados (untracked) desde o último commit.
- É o comando principal para verificar o que está acontecendo no seu repositório a qualquer momento.
Rodar git status frequentemente ajuda a manter o controle do que foi alterado e do que ainda precisa ser adicionado ou commitado.
2. Adicionando alterações à área de staging
# Adiciona todas as alterações git add . # Adiciona um arquivo específico git add index.html # Adiciona todos os arquivos .js git add *.js
- Após o
git add, as alterações ficam prontas para serem incluídas no próximo commit.
- Área de staging (também chamada de index): é como uma “sala de preparação”, onde você coloca apenas as mudanças que deseja enviar ao histórico.
Suponha que você alterou vários arquivos, mas quer fazer um commit específico apenas noindex.html. Basta fazergit add index.htmlpara que apenas esse arquivo seja colocado na área de staging.
3. Criando um commit
git commit -m "Adiciona funcionalidade de login"
- Ao criar um commit, você “tira uma foto” do estado do seu projeto naquele momento.
- A mensagem de commit deve ser clara e concisa, descrevendo o que foi feito e, preferencialmente, por que foi feito.
Exemplo:
git commit -m "Corrige validação de email no formulário de cadastro"
Gostou do conteúdo? Confira esse video onde o Diego Fernandes explica como ele faz para criar os commits:

4. Visualizando as diferenças
# Alterações no diretório de trabalho em relação à área de staging git diff # Alterações já adicionadas em relação ao último commit git diff --staged
git diffexibe as mudanças linha a linha, permitindo que você revise tudo antes de confirmar o commit.
- Excelente recurso para verificar pequenas alterações ou certificar-se de que não está enviando algo indevido ao repositório.
Se você editou um arquivo CSS e quer ter certeza de que as alterações estão corretas, use git diff style.css para ver a comparação exata do que foi modificado.
5. Visualizando o histórico de commits
# Histórico completo e detalhado git log # Histórico resumido (um commit por linha) git log --oneline # Exibe o histórico em formato de grafo (ótimo para ver branches) git log --graph --oneline
git logpermite navegar pelo histórico de commits, visualizar mensagens, autores, datas e até mesmo merges.
- Você pode combinar opções como
-onelinee-graphpara enxergar melhor as ramificações do seu projeto.
Se o histórico estiver muito longo, usegit log --oneline --graph --decoratepara ver commits em apenas uma linha, com visualização das branches e tags.
Gerenciamento de branches (ramificações)
Branches são um dos recursos mais poderosos do Git. Elas permitem que você trabalhe em novas funcionalidades de forma isolada, sem afetar o que já está pronto na branch principal.
1. Listando, criando e removendo branches
# Lista todas as branches git branch # Cria uma nova branch git branch feature/login # Deleta uma branch git branch -d feature/login # Força a deleção de uma branch (caso não tenha sido mesclada) git branch -D feature/login
- Use
git branchpara ver em qual branch você está e quais outras existem no repositório.
- É comum usar nomes que descrevam a funcionalidade ou correção sendo desenvolvida, como
feature/loginoufix/navbar-bug.
Quando iniciar uma nova funcionalidade, crie uma branch com git branch feature/nome-da-feature. Assim, mantém o trabalho organizado e independente das outras partes do projeto.
2. Mudando entre branches
# Muda para uma branch existente git checkout feature/login # Cria e já muda para a nova branch git checkout -b feature/dashboard
git checkout <nome-da-branch>permite alternar entre diferentes linhas de desenvolvimento.
- A flag
bcria a branch e já realiza o checkout em uma única etapa.
No Git mais recente, você também pode usargit switch <branch>ougit switch -c <branch>para se mover entre branches, dependendo da sua versão do Git.
3. Juntando branches
git checkout main git merge feature/login
- Depois que você concluir o desenvolvimento na branch
feature/login, pode mesclar as alterações na branch principal (geralmente chamada demainoumaster).
- Se houver conflitos, resolva-os manualmente ou usando ferramentas de merge e finalize com um
git commit.
Exemplo:
4. Reorganizando o histórico (rebase)
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